La delicatesse

A história inicia de maneira clichê. Paixão, casamento e morte. Nathalie “Audrey Tautou” torna-se viúva e ao mesmo tempo mulher de negócios, e desde o primeiro momento após a morte do marido, entra de cabeça em seu emprego, como forma de buscar alivio a solidão. E é nesse ambiente que conhece Markus “François Damiens”, um solteirão que após ter sido  beijado por Nathalie, se apaixona e tenta de tudo para conquistar seu amor.

das atuações e das construções por parte da direção… ouso afirmar que há uma tentativa de tornar desse filme um alvo ao publico hollywoodiano.

Audrey  Tautou carrega em si o estigma da atriz que deve estar sempre impecável, porem em La delicatesse já de inicio, percebesse um olhar mais apagado e uma atuação mais contida – e assim o é, pois de certo o papel da personagem talvez pede um pouco de tais condições a atriz, chegando a ser um incomodo ver essa face tão oposta ao que estamos acostumados, afinal como em Le fabuleux destin d’Amelie Poulain ou Coco Avant Channel, dos quais a atriz busca na essência do caráter de ambas as personagens, para construir em sua atuação uma linguagem que vai muito alem da fala, nesse trabalho fica em falta em boa parte da trama, essa presença mais convencida, e menos balanceada, característica do cinema Frances, sendo assim a atriz se distancia da força de suas expressões, e do poder das emoções que antes fazia muito uso.

Cenários fracos/paisagens fortes

Uma fotografia que não condiz com a simplicidade do cinema europeu – La delicatesse é muito recatado, preso e imóvel, não há uma luz ou um tom preponderando e realçando a arte no longa-metragem. Tirando apenas algumas curtas tomadas em que explora-se da incansável beleza parisiense. Entretanto vemos muito mais ambientes cotidianos que já nos são comuns e certamente de maneira geral em nada influenciam nos conceitos artísticos. Ficando então de maneira mais constante apenas o comum, o corriqueiro e o imóvel.

“Para o amor não existem regras ou preceitos” formula antiga num enredo que para o gênero deu bastante certo.

Além disso, contrastando com esse cinema padronizado, La delicatesse é uma junção de muitos personagens que cumprem funções obvias e estritamente ligadas à personagem principal, não é da natureza de um cinema europeu não explorar cada personagem exposto ao publico, ou quando não, de “superlotar” um enredo com personagens tão insignificantes e descartáveis, do qual cumprem funções meramente figurativas. Mas em contraponto a isso, temos uma ótima exploração do ator coadjuvante François Damiens, que fisiologicamente foi de certo uma ótima escolha para o papel, pois convence só com a sua presença tímida e sua atuação envolvente, tornando-se dessa forma uma válvula de escape, ou um alívio cômico a esse filme que limita-se apenas a ser “bom”.

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Sobre Tomatekun

Amante de cinema, video-game e cultura relevante, bem como também a irrelevante.
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