Ghost In The Shell (o filme)

Bem, o anime é sem duvida alguma excelente, e incita reflexões sobre existencialismo, mas como todo bom filme, ele quer vender, logo é exposto uma serie de eventos apelativos para a ação, isso não incomoda, mas também acaba não fazendo muita diferença para o desenvolver do pensamento filosofico, e apesar do final deixar muita coisa em aberto ainda consegue ser fantástico. A proposta desse post é uma ampla abordagem boboca sobre o filme, e isso inclui compara-lo a Matrix (afinal existem muitos pontos que valem ser comparados) e para avisa-los, existem vários elementos similares ao mito da caverna de Platão (o mito da caverna leia nesse link), que quem não conhece e tá dando mole, precisa ler.

Matrix e Ghost in The Shell.

Antecessor à trilogia Matrix, Ghost in the Shell é sempre comparado ao trabalho dos irmãos Watchovsky, afinal ambos provocam o espectador com questionamentos pertinentes a existencialidade humana, assim como matrix, em seu dilema entre a realidade e o virtual, ghost in the Shell, reflete a mesma dualidade porem em um âmbito menor, de maneira que a única incerteza é a da autoconsciência, pois o “ver, tocar e crer” estão presentes na mentalidade desse universo enquanto em matrix não. Entretando, no mar de informações de GITS, existe a forte incerteza do que é a verdade, tanto que sequer as próprias memórias de um individuo sobre o seu passado são confiáveis. Vale ressaltar que em matrix, a relação com o virtual é a da perdição, afinal a humanidade evoluiu a um ponto extremo, sofrendo uma substituição pela assim auto denominada “raça superior” que são as maquinas, já em ghost in the Shell, temos androids que de fato são superiores aos humanos, sendo que alguns são parte android parte humano. Alguns se integram na sociedade de tal maneira, que a diferenciação entre artificial e real é mínima, todavia a aparência é bem similar, e no caso de humanos que aderem a meios artificiais, é comum

Refletindo sobre Ghost in The Shell

Em 2029 especula-se  que a rede de informações alcançará uma proporção tão imensa, que chegara a desenvolver uma certa onipresença em meio ao mundo real, tendo o controle de tudo ao redor. Certo dia então, um dos milhares de programas presentes na rede, torna-se autoconsciente, esse programa passa a divagar, e a se questionar sobre questões básicas de existência, até que encontrando um meio de sair da rede, parte para o mundo real, entrando na mente das pessoas, e tornando-se um parasita vai em busca de respostas, e também de uma maneira para tornar-se uma criatura viva. Cabe então a Kusanagi (personagem principal) deter o programa.

No anime ghost In the Shell, a peculiaridade mora no fato de que a raça humana se tornou parte maquina e parte homem. Sendo que pensamentos e memórias podem facilmente ser implantadas como forma de se obter uma determinada evolução, em razão do avanço da inteligência artificial e seu poderio. Porem questões éticas e sociais ficam em cheque nesse processo, afinal, ao ser possível a alteração da própria mente humana, existem possibilidades de se alterar qualquer coisa, pensamentos, lembranças, personalidade, tudo… e nessa perspectiva, os humanos se vêem sem saber se de fato aquilo que pensam e aquilo sabem é real, se tudo não passa de uma grande mentira, se a realidade de vida que “nós” possuimos em algum momento não foi alterada e é manipulada por algo ou alguém.

Nekoffee

Oi?

Além da mente, alguns humanos vão mais a fundo na alteração de seu corpo, como por exemplo a protagonista, que ainda lhe restam apenas o cérebro e uma parte do cordão espinhal, sendo o resto completamente composto por material sintético artificial.

Enquanto isso na filosofia… (complementar/diversão)

 O filosofo Peter Unger, em seu livro lançado em 1975 chamado Ignorance, sugere uma hipótese surreal comparável a essa questão sobre a realidade na Matrix e a “verdade” em Ghost in The Shell. Tudo que sabemos e vimos ao nosso redor, não passa de um punhado de estímulos em nosso cérebro, que são enviados por uma espécie de cientista do mal, sendo que o mesmo aprisionou mentes humanas em barris e os interligou em uma engenhoca maluca, fazendo-nos pensar que estamos agora sentados em frente a um computador, lendo um blog, refletindo sobre existência, sem sequer saber que na realidade não existem nem a cadeira nem o computador, muito menos o blog e muito menos a realidade que nos cerca. Porem é refutável essa idéia a partir do momento que tomamos ciência dela, e a partir do momento em que nos questionamos sobre ela, se de fato existisse um cientista maluco que nos controla, ele certamente iria de imediato se livrar dos indivíduos que fizeram tal indagação.

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Sobre Tomatekun

Amante de cinema, video-game e cultura relevante, bem como também a irrelevante.
Esta entrada foi publicada em Anime, Cinema. ligação permanente.

Uma resposta a Ghost In The Shell (o filme)

  1. David diz:

    ótimo post.

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